Estágio: Relevante para o Estudante, relevante para a Empresa

A lei 11.788, promulgada em 25 de setembro de 2008,define estágio como um ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho e que visa à preparação para o trabalho produtivo dos estudantes.

É aqui onde eles cedem sua força de trabalho em troca do conhecimento prático da sua profissão e do mercado de trabalho no qual pretendem se inserir. Assim, a relação entre o estagiário e a organização é uma via de mão dupla que oferece vantagens e obrigações de parte a parte.

Para o profissional em formação é inegável a importância do estágio na sua grade curricular. Além de pôr em prática conhecimentos aprendidos em sala de aula, o estudante tem a oportunidade de conhecer diversos profissionais da sua área e começar a desenvolver o seu próprio networking, ferramenta essencial no mercado de trabalho.

Para o acadêmico de Direito – que tem um ensino notadamente teórico no campo universitário – por exemplo, o estágio proporciona grande conhecimento prático acerca dos procedimentos explicados em sala de aula. Assim, facilita-se o entendimento de conceitos cuja visualização é difícil àqueles que não possuem atuação prática. Ademais, o estágio põe o estudante em contato com uma diversa gama de profissionais com quem atuará no futuro, proporcionando a formação de laços que são importantes e que poderão ser úteis na sua prática profissional depois de formado. O estágio é, pois, a porta de entrada que melhor prepara alguém para o mercado de trabalho.

É pouco discutida, no entanto, a importância do estagiário para a empresa. O jovem, profissional em formação, traz ares de inovação para o ambiente organizacional, bem como vontade de aprender e crescer naquele espaço. Por não integrar o corpo de funcionários da empresa, ele pode auxiliar no trabalho da maior parte dos colaboradores, aprendendo com eles, mas também facilitando o trabalho e melhorando a produtividade da empresa.

Além disso, o estagiário busca numa empresa o seu crescimento profissional, razão pela qual está sempre buscando aprender mais, de forma que a empresa da qual ele faz parte, naturalmente, cresce proporcionalmente à sua evolução.

Por fim, a exigência de um acompanhamento supervisionado assegura que as atividades sejam executadas com qualidade. A empresa é assegurada, ainda, pela determinação legal de que o estagiário só pode ser contratado caso devidamente matriculado. Soma-se a isso o fato de que um estagiário traz custos muito menores para a empresa do que um trabalhador comum em regime celetista. É necessário observar, no entanto, que a empresa deverá fornecer meios de motivação para a manutenção do estagiário em sua organização. Tornar o ambiente agradável, fornecer equipamentos e instrução necessários para o bom andamento do serviço e oferecer uma bolsa proporcional ao regime de trabalho demandado são algumas das medidas que uma organização pode tomar para que o estagiário se mantenha motivado a evoluir e contribuir para o crescimento da empresa.

A experiência e o conhecimento que o estagiário adquire em seu período de estágio o colocam a frente – no bom sentido da palavra – de muitos de seus colegas de classe, melhorando seu desempenho acadêmico, incrementando seu currículo e diminuindo as dificuldades que irá encontrar assim que se formar. De outro lado, um estagiário motivado pode colocar a organização a frente de seus pares, aumentando a produtividade, inovando as ações da empresa, modernizando o pensamento de seus colaboradores a fim de propiciar uma visão mais atualizada do seu público alvo e qualificando o serviço prestado pela concedente.

O que podemos dizer, ao fim, é que além de ser de crucial na vida do profissional em formação, o estágio tem se mostrado como um diferencial no que tange à competitividade empresarial num mercado econômico cada dia mais instável, de modo que as empresas que contam estagiários possuem maiores chances de superar suas adversidades, vindo a se tornarem um referencial em sua área de atuação.