Três competências indispensáveis na Gestão de Pessoas em Escritórios de Advocacia⠀

Há muito se sabe que o escritório de advocacia deixou de ser visto como um mero local onde se atende clientes e se peticiona. A máxima de que “um escritório é uma empresa”, inclusive, só era novidade aos olhos dos advogados nos anos 2000. Dali em diante isso passou a ser um conceito subjacente, internalizado por qualquer um que quisesse ter a sua própria banca.

Apesar deste fato, inúmeros escritórios têm tempo de vida limitado por diversos fatores, sobretudo pela inexistência de gestão adequada. Como por aqui a nossa comunicação é (e precisa ser), nos dias de hoje, rápida e concisa, vamos listar três competências indispensáveis na gestão de escritórios, sem as quais, aliás, muitos deles, senão todos, estarão fadados a um breve ponto final em sua existência.

  • Liderança– Podemos, aqui, nos apropriar da primeira passagem do chamado “Pipeline da Liderança”, uma proposta feita pelos pesquisadores Charam, Droter e Noel, para afirmar que saber liderar a si mesmo é essencial para liderar qualquer outra pessoa. Liderança, aqui, deve ser vista como disciplina, ter o poder de realizar as tarefas técnicas e as rotinas com organização e método. Somente depois disso é possível avançar na liderança de sua equipe;
  • Comunicação– Comunicar-se bem, seja isso entre você e sua equipe, seja entre seu escritório e seu cliente, é essencial. Apenas dizer não importa tanto. Mas o que dizer, o que se quer dizer, e como dizer, sim. E isso envolve uma série de aspectos, desde a comunicação interna (endomarketing) até o uso adequado das infindáveis ferramentas no “diálogo” com o cliente, tais como mídias sociais, programas de CRM (Costumer Relationship Management), sistemas automatizados, entre tantos outros. 
  • Estratégia– falar sobre estratégia em advocacia pode assustar os mais conservadores. Mas aqui nos referimos à condução de uma prestação de serviços, ainda que subordinada ao Código de Ética e Disciplina de um Órgão de Classe. É preciso que se saiba que esta é uma competência interna, individual antes de ser coletiva, que visa ao alcance de um resultado desejado. Todo profissional tem uma meta e percorre um caminho para alcançá-la. Em se tratando de escritórios de advocacia não há como se chegar a uma meta “atirando no escuro”. Por isso, pensar estrategicamente a sua advocacia, analisando o panorama de mercado e seus riscos e tendências e identificando fraquezas e oportunidades, nada mais é do que utilizar a rota correta para o alcance do que se deseja.

As competências requeridas nos dias atuais são muitas e é quase impossível que se tenha todas elas concomitantemente, mas o “foco no prêmio” é o que possibilitará, passo a passo, o sucesso profissional de seu escritório.

 

*João Daniel Barros é advogado, pós graduado em Direito Imobiliário, especialista em gestão de escritórios e Pós Graduando no MBA em Gestão e Business Law pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).